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Judoca campeã olímpica e mundial, volta ao Reação para inspirar

Por Mariana Canedo


Reforçando a importância do esporte como instrumento de transformação social, a medalhista olímpica Rafaela Silva participou, na última terça-feira, da inauguração do tatame olímpico do Instituto Reação no polo Rocinha. O evento contou com a presença dos fundadores do Instituto Reação, Geraldo Bernardes, ex-técnico da Seleção Brasileira de Judô, e Flávio Canto, medalhista olímpico de bronze em Atenas 2004.

O novo polo da Rocinha oferecerá aulas de judô, treinos físicos e atividades extracurriculares para mais de mil crianças e adolescentes. Dentro da proposta do Instituto de promover o desenvolvimento humano e a integração social por meio do esporte, da cultura e da educação, a ideia é inaugurar também em maio um museu dedicado à história da Rocinha e do Instituto, murais de grafite, salas para podcast e espaços culturais.

Cria do projeto e filha de uma caixa de supermercado e de um entregador de pizza, Rafaela destacou que sua trajetória é prova de que “passado não é destino”. Campeã olímpica nos Jogos Rio 2016 e ouro no Grand Slam de Paris deste ano, a judoca iniciou no Reação aos cinco anos enquanto os pais trabalhavam e o projeto ainda funcionava apenas em Jacarepaguá, atendendo crianças da Cidade de Deus.

“Eu nem sabia o que era ranking mundial, só queria correr. Quando pensei em desistir, o professor (Geraldo Bernardes) mandava minhas companheiras irem na minha casa. Ele não desistiu de mim”, contou, emocionada.

A atleta também recordou o episódio de desclassificação nos Jogos de Londres 2012, quando foi alvo de críticas e ataques racistas, momento que marcou sua trajetória até a consagração olímpica quatro anos depois.

Raquel Silva, irmã da atleta e atual head coach do Reação, ressaltou a importância do treinador na trajetória das duas.


Foto: Cadu Paiva


“Nada disso teria acontecido se ele não tivesse acreditado na gente”.

A frante do Instituto Reacão, Flávio Canto e Geraldo Bernardes, que aos 83 anos convive com os efeitos da doença de Parkinson, viram muitas vidas serem transformadas graças ao impacto do projeto, que tem 26 anos de história e 10 polos distribuídos por cinco estados brasileiros.

“O talento da Rafaela está impulsionando o esporte e muitas crianças”, afirmou Bernardes. Já Flávio Canto preferiu destacar Rafaela como um símbolo, mas sem esquecer dos outros muitos jovens que se formaram, seguiram outras carreiras mas continuam multiplicando esse impacto.

 
 
 

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